Música e letra

Os Cãn Cãns Do Desafio

Por Teixeirinha, do álbum Mocinho Aventureiro.

1967
Versão completa
Letra

Os Cãn Cãns Do Desafio

Locutor fala: e agora vamos ouvir os cãn cãns do desfio ele eu sai de passo fundo com fama de trovador nos lugares onde chego procuro competidor desafio quem quiser se aparecer mulher roubo o perfume da flor ela sou moça da parte fraca mas verso bonito eu mato sou fronteirista bajeenses e na trova eu desacato conheço um bicho peludo mas por ser muito papudo eu deixei de criar pato ele tu deixou de criar pato não perguntei gauchinha dou de facão em barbado em mulher dou de bainha deixei de plantar repolho e por causa do piolho deixei de criar galinha ela deixou de criar galinha tu merece uma vaia depois sair apertado na boca de uma lacraia o povo hoje vai ver eu daqui botar a correr um frango de minissaia ele um frango de minissai canta bonito e seduz eu fui na terra e fiz o sinal da cruz lá as galinha dão leite as vacas toma sorvete e poe ovo de avestruz ela e poe covo de avestruz na minha terra tu foi e o povo da tua terra espero que me perdoe lá tu berra que nem vaca machado é ponta de faca e palito é chifre de boi ele palito é chifre de boi espoleta é dinamite e folha de mamoneiro na tua terra é radite palito é interessante cada tromba de elefante que faz perder o apetite ela que faz perder o apetite não ofenda mais ninguém pois em matéria de trova tu já me conheces bens papagaio é lobisomem e tu é daquele homem que nem sir ola não tem ele que nem sir ola não tem isto até um desaforo eu sempre andei prevenido e a minha faca é um estouro juro por uma cebola seu não tivesse sir ola eu fazia do teu couro ela tu fazias do meu couro são paulo que bem te quer lá na praça da republica eu falo pra quem quiser o teixeirinha é peitudo namorou um cabeludo pensando que era mulher ele pensando que era mulher fiasco maior tu fez lá em são paulo um mineiro comprou um bonde uma vez e a mery com mais dinheiro comprou o bonde do mineiro em abril primeiro do mês ela em abril primeiro do mês lá na terra do café o teu fiasco é maior que me fez perder a fé se encontrou com um vigarista pagou três milhões avista lá pela praça da sé ele lá pela praça da sé tem outros mais palhação eu tornei vender a vista e peguei sete milhões lá pela praça da sé eu vendi pro seu mané o trouxa do teu irmão ela o trouxa do meu irmão pobre coitado é vovó eu também vendi meu bonde pra uma velha carijó eu te dizer aonde e pra quem vendi meu bonde foi pra trouxa da tua avó ele / ela não podemos destruir a nossa grande amizade teu irmão e minha avó que façam uma sociedade aproveitando o ensejo vamos se associar num beijo isso é bom barbaridade