Música e letra

Versos De Campo

Por Jari Terres, do álbum De Rédeas na Mão.

2005
Versão completa
Letra

Versos De Campo

Meu verso é laço na mão rural Algum pealo de sobre-lombo É polvadeira numa mangueira No cimbronaço do belo tombo À moda antiga, bem de à cavalo Bocal e rédeas de couro cru Um minuano, índio pampeano Boleia as patas de algum inhandú Boleia as patas de algum inhandú Meu verso é mágoa de uma tapera A fruta doce da pitangueira Sente lembrança, gente da estância Mateando a sombra de uma figueira Tirei as loncas pra pontear corda Minhas garroneiras, de uma bragada Quando potranca, ficou lunanca Na lida bruta de correr eguada Meu verso é raça de antigamente Desses gaúchos que a vida faz Gente de guerra, cheiro de terra Uma estampa de capataz É tropa gorda num fim de maio Já destinada pro matadouro Uma invernada, bem povoada Na primavera, briga de touro Na primavera, briga de touro Meu verso é campo por ser fronteira Estância velha, tropilha buena Salto da cama que esta semana A pegada é grande e eu sou torena Meu verso é mágoa de uma tapera A fruta doce da pitangueira Sente lembrança, gente da estância Mateando a sombra de uma figueira