Música e letra

Guilherminas

Por Miro Saldanha, do álbum Algo Estranho.

2004
Versão completa
Letra

Guilherminas

Nos fins de tarde de verão do Catuçaba, Se joga a “taba” junto à sombra do galpão; E a vizinhança vem saudá’ os donos da casa; Sorver de um mate, pr´a espantar a solidão! Boca da noite, vêm chegando as Guilherminas; São quatro chinas, da mais fina educação; Alguém se lembra de chama’ o Miro gaiteiro; E o entrevero faz subí’ poeira do chão! REFRÃO E, num baile de rancho de furar a bota, Num fundo de grota, se aprende a dançá’; Xirú queixo duro suando a melena E juntando a morena pr’o lado de cá! Lampeão “trimilico”, que nem pirilampo; Eu chego e me acampo e não saio de lá! Num forno de poeira, de brotá’ o sarampo, Num fundo de campo é que é bom de bailá’! E os bigodudos vêm chegando, de mansinho; Devagarinho, vêm no rumo da função; E o chinaredo se despenca dos barrancos; Vem de tamanco e co’as crianças pela mão! Um índio louco derruba o cabo do mango Nos cinco frangos do poleiro do oitão; E a mulherada se entrevera na cozinha, Numa morrinha de fumaça e de carvão! REFRÃO ........ E os bigodudos vêm chegando, de mansinho; Devagarinho, vêm no rumo da função; E o chinaredo se despenca dos barrancos; Vem de tamanco e co’as crianças pela mão! Um índio louco derruba o cabo do mango Nos cinco frangos do poleiro do oitão; E a mulherada se entrevera na cozinha, Numa morrinha de fumaça e de carvão! – REFRÃO (bis)