Música e letra

Dos Que Vivem à Margem

Por Paullo Costa, do álbum De Alma, Campo e Saudade.

2015
Versão completa
Letra

Dos Que Vivem à Margem

(Olavo Loreto/Paullo Costa) A vida impõe um clamor que a indiferença encobriu Somente a fé no Senhor junto aos murmúrios do rio Pode emprestar seu calor aos ranchos do pobrerio Num rancho pobre que esfria no abraço da escuridão Acende velas, Maria, pra iluminar a oração Que junto às luzes do dia Deus lhe devolva seu peão Foi changuear longe o campeiro, homem honesto e honrado Que tem no peito um braseiro por viver sempre afastado Do seu piá companheiro que ela observa a seu lado Sem maldizer sua sorte ou seu destino terreno Se faz Maria mais forte para cuidar seu pequeno Pois há de haver quem se importe, que creia no Nazareno A água ameaça e parece presa de fúria incontida O som que ninguém esquece vem anunciando a subida É a vez do rio pescar ranchos fisgando sonhos de vida Antes do rio, o campeiro bate à porta da morada Por sorte, chegou primeiro, salvando o filho e a amada Pra Maria, o missioneiro quebra a dor da madrugada Com forças que já não tem, joga num carro de bois Seus poucos trastes, seus bens que hão de esperar pra depois Quando um outro rancho vem no amor erguido por dois A vida impõe o clamor que a indiferença encobriu Somente a fé no Senhor junto aos murmúrios do rio Pode emprestar seu calor aos ranchos do pobrerio