Música e letra

Por Que Pilchar-se aos Domingos

Por Paullo Costa, do álbum De Alma, Campo e Saudade.

2015
Versão completa
Letra

Por Que Pilchar-se aos Domingos

(Olavo Loreto/Paullo Costa) Uma esperança de campo habita olhos povoeiros Sem a certeza da volta restam sonhos companheiros Veio em busca de trabalho, residir num grande centro Terno e gravata por fora, pilcha e saudade por dentro No mais, a vida se ajeita e o homem, e o homem se condiciona Com um mate de garrafa que não viu lenha e cambona Ou como o gosto do assado que por aqui, que por aqui se define Numa costela arrodeando junto à luz de uma vitrine Com diferenças na forma, porém conservando a essência É que se guarda o respeito e o amor pela querência Domas, tropas, campereadas não são coisas do passado Nem somem pelas distâncias como rastros repisados Por nós mesmos ou por outros o que foi, o que foi feito se entranha No sentir dos que nascerem, quer na cidade ou campanha Quer no planalto ou fronteira, beira de rio, beira de rio, serranias Gauchismo sabe a alma bem mais do que a geografia No mais, a vida se ajeita e o homem, e o homem se condiciona Com um mate de garrafa que não viu lenha e cambona Quer no planalto ou fronteira, beira de rio, beira de rio, serranias Gauchismo sabe a alma bem mais do que a geografia