Música e letra

Num Retrato da Fronteira

Por Zezinho e Floreio, do álbum Do Jeito Que Eu Gosto.

2015
Versão completa
Letra

Num Retrato da Fronteira

A silhueta de um poncho em negro véu... Que a madrugada estendeu no pastiçal, Abriu olheiras baetando um azul do céu, Cascos ariscos sapateando pelo serenal; Assim se vão os campeiros rumo o posto, Coscorra inquieta retrucando os assobios, Abas caídas desenhando sombra no rosto, Ponchos abertos tremulando contra o frio; E o meu gateado reluzindo sua estampa, Enquanto a pampa se levanta despacito, Olhos atentos vão costeando todo mato, Belo retrato deste meu rincão bendito; O silêncio deste campos são quebrados, Entre gritos e o berro da tropa inteira... Até as garças ilustrando o seu bailado, Enchem de vida as estâncias da fronteira; A sombra grande desenhou os tarumãs, Vestiu o poncho de guanchuma e maçanilha, Encheu-me os olhos nas cores desta manhã... Por onde a geada não bordou nestas coxilhas; E o tempo curto vai gastando toda a vida, Enquanto a lida pede tempo pros arreios, Fecho um baio e sobre a anca do gateado... Bombeio o gado num pelado de rodeio;