Música e letra

Orelhador de Cordeona

Por Baitaca, do álbum De Campeiro Pra Campeiro.

2016
Versão completa
Letra

Orelhador de Cordeona

Banca no braço o baio branco bergamota Home' da grota não precisa de cabresto Bandeia o corpo, gravateia esse matungo Mostra pro mundo que o campeiro não tem preço E eu vou fazendo um costado pra essa cordeona Que é redomona e corcoveia num gaitaço No mano-a-mano, já se vamos pra queimada E a madrugada é testemunha do que eu faço No mano-a-mano, já se vamos pra queimada E a madrugada é testemunha do que eu faço Graças a Deus eu não sou filho da macega Se o fole nega abro as pernas orelhando E boto freio e meto marca noite adentro E só me aquieto quando o dia vem clareando Graças a Deus eu não sou filho da macega Se o fole nega abro as pernas orelhando E boto freio e meto marca noite adentro E só me aquieto quando o dia vem clareando Venho do tempo da potrada sem potreiro Ser companheiro é uma virtude que me sobra Tenho a alma buenas' e munheca' de gaiteiro Corpo ligeiro de quem dá rasteira em cobra Talvez por isso é que eu me grudo e não me largo Na zóio sargo', retovada de sereno No lombo xucro dessa gaita eu só me amanso Vendo o balanço deste teu corpo moreno No lombo xucro dessa gaita eu só me amanso Vendo o balanço deste teu corpo moreno Graças a Deus eu não sou filho da macega Se o fole nega abro as pernas orelhando E boto freio e meto marca noite adentro E só me aquieto quando o dia vem clareando Graças a Deus eu não sou filho da macega Se o fole nega abro as pernas orelhando E boto freio e meto marca noite adentro E só me aquieto quando o dia vem clareando "Meu amigo Fernandinho, tu que já vem orelhando essa cordeona, me faz um costado parceiro véio'. " "Mas então frouxemo' a boca desse baio, Baitaca, só pra ver no que que dá, companheiro." Venho do tempo da potrada sem potreiro Ser companheiro é uma virtude que me sobra Tenho a alma buena e munhecas de gaiteiro Corpo ligeiro de quem dá rasteira em cobra Talvez por isso é que eu me grudo e não me largo Na zóio sargo', retovado de sereno No lombo xucro desta gaita eu só me amanso Vendo o balanço deste teu corpo moreno No lombo xucro desta gaita eu só me amanso Vendo o balanço deste teu corpo moreno Graças a Deus eu não sou filho da macega Se o fole nega abro as pernas orelhando E boto freio e boto marca noite adentro E só me aquieto quando o dia vem clareando Graças a Deus eu não sou filho da macega Se o fole nega abro as pernas orelhando E boto freio e meto marca noite adentro E só me aquieto quando o dia vem clareando " Obrigado Fernandinho pela parceria, chê! "