Música e letra

Aluado

Por Jari Terres, do álbum Querência da Gauchada.

Versão completa
Letra

Aluado

Domei um baio cebruno Pra “pecha” um temporal De caráter duvidoso Mescla de açúcar com sal Com vinte e um dias de rédea Já “escumava” no bocal Volta e meia ele sacode Meu paysandu oriental Parece diabo se inventa Se “arrastá” meio por farra Outrora me largou manco Vendendo tudo minhas garras Mostra a pimenta dos “zoio” Enruga o lombo e dispara E esquece o mundo berrando Manoteando a própria cara. Por isso chamo aluado Alma de fraco ou de forte É tigre fora da jaula Toreando a vida com a morte Coiceia a sombra do cusco Se o relho canta sua sorte E muda junto com a lua Nos dias de vento norte De vez em quando é um cachorro Do andar das minhas crianças Larga num trote pro campo Sereno até na sua estampa Se assusta com as carqueja Que com o vento balança E tenteia a bóia do dia No cocho da vaca mansa Quem olha o baio cebruno Cortando várzea no meio Pisando o pasto nativo Com as quatro patas de esteio Por certo chama a atenção Meu pingo jogando o freio Que domei nessa fronteira Pra ser querência do arreio. Por isso chamo aluado Alma de fraco ou de forte É tigre fora da jaula Toreando a vida com a morte Coiceia a sombra do cusco Se o relho canta sua sorte E muda junto com a lua Nos dias de vento norte