Música e letra

Infância de Campanha

Por Zé Moraes, do álbum Campeiro da Cordeona.

2001
Versão completa
Letra

Infância de Campanha

(Zé Moraes) Que saudade tão ingrata, que às “vez” quase me mata lá dos pagos onde eu nasci Lá da terra de onde eu venho, que saudades que eu tenho dos meus tempos de guri O meu pai velho patrão, pra tomar seu chimarrão, logo sedo levantava Eu já estava acostumado de em pelo no meu cavalo o gado eu buscava Logo ao fim da madrugada galopando na invernada o sol eu via nascer Repontando um novo dia lá de longe ele surgia que lindo é o amanhecer Que saudade matadeira tornou-se uma companheira Que á muito me acompanha, me judia faz sofrer Mais jamais vou esquecer a minha infância na campanha Ainda cedo ia pra escola com os amigos jogar bola era o que eu ia pensando, quando a aula terminava logo voltava pra casa passava a tarde brincando De correr e de carrinho também caçar passarinho fazer rede de cipó Comigo mesmo as vez de prosa eu ia buscar mimosa na casa véia da vó Lá na sanga eu chegava e um banho eu tomava n aàgua pura e fria Depois corria o potreiro pra recolher os terneiros tarefa do fim do dia Quando a noite chegava o que o rancho iluminva era a luz do lampião Depois da bóia sempre tinha leite gordo com farinha socada no pilão Lavava o pé na gamela olhava pela janela via as estrelas brilhando Comtemplava a beleza o silencio da natureza e a lua cheia iluminando Lá fora o sereno orvalha e no meu colchão de palaha eu já estava dormindo Tempo bueno que eu vibia só me resta hoje em dia saudade que estou sentindo