Música e letra

Volteada de Baguais

Por Zé Moraes, do álbum Bem do Meu Jeito.

2003
Versão completa
Letra

Volteada de Baguais

(Zé Moraes/ Marcos Serpa) Nasceu na estância Don Juca um potrilho da marca quente Cresceu e se fez cavalo largado ali ao relento O cavalo tinha dono faltava-lhe o batizado Apertaram orelha e cola e o ferro chiou no costado O potro conheceu marca em seguida veio o arreame Me pediram que eu montasse no lombo daquele infame O potro pula eu cravo a espora sento o mango nas “oreia” Que o duelo é bem bagual e só um vence a peleia Ao botar o pé no estribo do potro do queixo roxo Me deu um misto de medo olhando por cima do mocho Mandei que largasse o dito e o bicho desassossego Tapeie meu chapéu pra riba bagual xucro também sô A espora veia transando sangue e pelo caindo E o crinudo corcoveando pra o campo fomos saindo Só se ouvia o relincho campo a fora a “corcoveá” Só depois de hora e meia é que o potro foi se “acalmá” Voltiei pela estância inteira lá pro fundo da invernada E cheguei de rédea solta na pura marcha troteada Só restou couro na espora que presa ao garrão cutuca E o potro é o melhor cavalo lá da estância do Don Juca