Música e letra

Correndo as Vara do Peito

Por Luiz Marenco, do álbum Meu Rastro - Vol. 1.

2012
Versão completa
Letra

Correndo as Vara do Peito

Declamado: "Me agrada a lida de campo Capação, banho e refugo Lidar com eguada xucra Das que não conhecem jugo Tapar de rodilha o maula Fazer dar a volta o sabugo" Amanheço galponeando, garroteando alguma pena Porque sei que nesta pampa ainda tem muito pavena Enquanto a cambona aquenta, passo um fio na minha chilena É balda antiga que eu tenho e que agarrei já taludo De medir força de mano com velhaco e cogotudo Pois é diversão mais linda que Deus fez pra um crinudo Pois é diversão mais linda que Deus fez pra um crinudo Se sai cuspindo nos pulso', fazendo aquele alvoroto Atiro o caixão pra trás, grudo-lhe o mango no potro E como quem bate roupa, dou dum lado e depois n'outro E como quem bate roupa, dou dum lado e depois n'outro Me agrada a lida de campo, capação, banho e refugo Lidar com eguada xucra das que não conhecem jugo Tapar de rodilha o maula, fazer dar volta o sabugo Ou num plano de varzedo por gauchada de moço Sair de enfiada num osco abrindo o peito em retoço Cruzar o rastro e botar o laço no fervido do pescoço Cruzar o rastro e botar o laço no fervido do pescoço Noite escura não me assusta, em qualquer furna eu me meto Não tenho medo de assombro, nem que seja um esqueleto Já peleei c'o diabo véio' montado num chibo preto Já peleei c'o diabo véio' montado num chibo preto Um baile em costa de mato, la pucha com faz bem Se o santo padre soubesse o gosto que isso tem Abandonava a igreja, vinha pra farra também Sou parte deste universo, grama destas pradarias Quando o cambicho empandilha desejos e nostalgias Boto as garras no meu mouro e procuro as alegria' Boto as garras no meu mouro e procuro as alegria' Boto as garras no meu mouro e procuro as alegrias