Música e letra

Mágoas de Posteiro

Por Luiz Marenco, do álbum Meu Rastro - Vol. 1.

2012
Versão completa
Letra

Mágoas de Posteiro

Voltei ao rancho da querência onde nasci Vim ao tranquito assoviando uma vaneira Não vi ramada, não vi rancho nem mangueira Pensei comigo: Com certeza me perdi Campo lavrado no lugar que era o potreiro Campo lavrado num pelado do rodeio E o braço erguido no pedaço de um esteio Adeus pra sempre do meu rancho de posteiro Berro de gado, rincho de potro Canto de galo, riso de gente Tenho o passado´perdi o presente Beira de povo, meu tempo é outro Berro de gado, rincho de potro Canto de galo, riso de gente Tenho passado, perdi o presente Beira de povo, meu tempo é outro Tenho passado, perdi o presente Beira de povo, meu tempo é outro O ronco estranho do trator substituindo A voz dos pastos da ternura e da inocência Monocultura, apenasmente destruindo Memória e campo que roubaram da consciência Eu tenho ganas que este maula sem respeito Que fez lavoura da invernada onde eu vivia Tente arrancar a grama verde de poesia Deste Rio Grande que carrego no meu peito Berro de gado, rincho de potro Canto de galo, riso de gente Tenho passado, perdi o presente Beira de povo, meu tempo é outro Berro de gado, rincho de potro Canto de galo, riso de gente Tenho passado, perdi o presente Beira de povo, meu tempo é outro Tenho passado, perdi o presente Beira de povo, meu tempo é outro