Música e letra

Universo Campeiro

Por Adair de Freitas, do álbum Universo Campeiro (cd duplo).

2011
Versão completa
Letra

Universo Campeiro

Nessas noites em que a lua se esconde A espiar sorrateira no oitão dos galpões Eu me paro a bombear as cochilhas Bagual universo aos meus olhos de peão E da sombra sutil do arvoredo Escuto as cantigas dos sapos nos valos E o bufido de um sorro estraviado Que vai no potreiro assustando os cavalos (Em momentos assim como esse A alma campeira de amor se desdobra Se não tenho o que tem os do povo O que eles não tem eu tenho de sobra) Quando bato meus ossos de ponta E atiro meu pala no lombo do catre Me saluda meu cusco campeiro Amigo e parceiro das horas de mate Descortina o clarão da alvorada E me vou a mangueira enfrenar o sogueiro Já nasci pra fazer recolhida Tenho amor neste ofício campeiro (Em momentos assim como esse A alma campeira de amor se desdobra Se não tenho o que tem os do povo O que eles não tem eu tenho de sobra) Quando abraço a guitarra morena Desparam da alma tripilhas de versos E me vou mundo afora cantando Atravesso sonhando os beirais do universo Não preciso de naves estranhas Que cruzam os mundos gerando conflito Eu viajo nas asas do canto Por todos os cantos dos meus infinitos Nessas noites em que a lua se esconde A espiar sorrateira no oitão dos galpões Eu me paro a bombear as cochilhas Bagual universo aos meus olhos de peão E da sombra sutil do arvoredo Escuto as cantigas dos sapos nos valos E o bufido de um sorro estraviado Que vai no potreiro assustando os cavalos (Em momentos assim como esse A alma campeira de amor se desdobra Se não tenho o que tem os do povo O que eles não tem eu tenho de sobra) Quando bato meus ossos de ponta E atiro meu pala no lombo do catre Me saluda meu cusco campeiro Amigo e parceiro das horas de mate Descortina o clarão da alvorada E me vou a mangueira enfrenar o sogueiro Já nasci pra fazer recolhida Tenho amor neste ofício campeiro (Em momentos assim como esse A alma campeira de amor se desdobra Se não tenho o que tem os do povo O que eles não tem eu tenho de sobra) Quando chega o final de semana Apesar do cansaço de tão dura lida Me acomodo e faceiro estradeiro Pro rancho posteiro da prenda querida Há na luz de seus olhos matreiros Promessas infindas de amor tão profundo Que na volta, cantando solito Até me parece ser dono do mundo (Em momentos assim como esse A alma campeira de amor se desdobra Se não tenho o que tem os do povo O que eles não tem eu tenho de sobra)