Música e letra

Searas de Paz

Por Adair de Freitas, do álbum Universo Campeiro (cd duplo).

2011
Versão completa
Letra

Searas de Paz

Pegar em armas em nome da terra Que barbaridade, onde é que já se viu? A terra precisa de arados e enxadas E mãos calejadas pra ofertar o cio Irmãos de pátria, de fé e de sangue Fomentando a guerra só vão conseguir Financiar a fome, cultivar o ódio, Pragas na lavoura do nosso porvir Financiar a fome, cultivar o ódio, Pragas na lavoura do nosso porvir Não, não é assim Tirar a terra de quem dela cuida E apesar de tudo não saiu dali Não, não é assim Deixar sem terra os que querem cuidá-la Pois campos-taperas não vão produzir Sim, homens ilustres de cruz ou de espada De discursos lindos e palavras vãs É chegada a hora de cumprir promessas Dar as mãos pra vida que o mundo tem pressa De searas novas para o amanhã É chegada a hora de cumprir promessas Dar as mãos pra vida que o mundo tem pressa De searas novas para o amanhã Não, não é assim Tirar a terra de quem dela cuida E apesar de tudo não saiu dali Não, não é assim Deixar sem terra os que querem cuidá-la Pois campos-taperas não vão produzir Ninguém tem culpa de haver nascido Sobre as sesmarias de algum ancestral Nem é culpado quem nasceu num catre Acampado à beira da estrada real Há de haver um jeito de ajeitar o tranco Pra levar a tropa rumo ao seu destino E deixar na estrada muito boi corneta Que não é colono e nem campesino E deixar na estrada muito boi corneta Que não é colono e nem campesino Não, não é assim Tirar a terra de quem dela cuida E apesar de tudo não saiu dali Não, não é assim Deixar sem terra os que querem cuidá-la Pois campos-taperas não vão produzir Sim, homens ilustres de cruz ou de espada De discursos lindos e palavras vãs É chegada a hora de cumprir promessas Dar as mãos pra vida que o mundo tem pressa De searas novas para o amanhã É chegada a hora de cumprir promessas Dar as mãos pra vida que o mundo tem pressa De searas novas para o amanhã