Música e letra

Recuerdos Da 28

Por Tchê Barbaridade, do álbum 100% Gaúcho.

2011
Versão completa
Letra

Recuerdos Da 28

De vez em quando quando boto a mão nos cobre não existe china pobre, nem garçom de cara feia eu sou de longe, onde chove e não goteia não tenho medo de potro, nem macho que compadreia. boleio a perna e vou direto pro retoço quanto mais quente o alvoroço, muito mais me sinto afoito e o chinaredo, que de muito me conhece sabe que pedindo desce, meu facão na "28" remancheio num boteco ali nos trilhos enquanto no bebedouro mato a sede do tordilho ouço mugindo o barulho da cordeona e a velha porca rabona, retoçando no salão quem nunca falta é um índio curto e grosso de apelido pescoço, da rabona o querendão. entro na sala no meio da confusão fico meio atarantado que nem cusco em procissão quase sempre chego assim meio com sede quebro o meu chapéu na testa de beijar santo em parede. e num relance se eu não vejo alguém de farda eu grito: -me serve um liso daquela que mata o guarda! e num relance se eu não vejo alguém de farda eu grito: -me serve um liso daquela que mata o guarda!) guardo o trabuco empanturrado de bala meu facão, chapéu e pala e com licença, vou dançar nestes fandangos, levo a guaiaca recheada danço com a melhor china, que me importa de pagar! o meu cavalo, deixo atado no palanque só não quero que ele manque quando terminar a farra a milicada sempre vem fora de hora mas eu saio porta afora, só quero ver quem me agarra desde piazito, a polícia não espero se estoura a reboldosa, me tapo de quero-quero desde piazito, a polícia não espero se estoura a reboldosa me tapo de quero-quero.