Música e letra

Recuerdos da 28

Por João Luiz Corrêa, do álbum Campeirismo 7 (cd duplo).

2008
Versão completa
Letra

Recuerdos da 28

De vez em quando boto a mão nos cobre Não existe china pobre, nem garçom de cara feia Eu sou de longe, onde chove e não goteia Não tenho medo de potro, nem macho que compadreia. Boleio a perna e vou direto pro retouço Quanto mais quente o alvoroço, muito mais me sinto afoito E o chinaredo, que de muito me conhece Sabe que pedindo desce, meu facão na “28” Remancheio num boteco ali nos trilhos Enquanto no bebedouro mato a sede do tordilho Ouço mugindo o barulho da cordeona E a velha porca rabona, retouçando no salão Quem nunca falta é um índio curto e grosso De apelido pescoço da rabona o querendão! Entro na sala no meio da confusão Vou meio atarantado que nem cusco em procissão Quase sempre chego, assim meio com sede Quebro meu chapéu na testa de beijar santo em parede. E num relance se eu não vejo alguém de farda, eu grito: - me serve um liso daquela que matou o guarda! Guardo o trabuco empanturrado de bala Meu facão, chapéu e pala e com licença, vou dançar Nestes fandangos, levo a guaiaca recheada Danço com a melhor china, que me importa de pagar! O meu cavalo, deixo atado no palanque Só não quero que ele manque quando terminar a farra A milicada sempre vem de fora de hora Mas eu saio porta afora, só quero ver quem me agarra Desde piazito, a polícia não espero Se estoura a reboldosa, me tapo de quero-quero.