Música e letra

Décima do Potro Baio

Por Joca Martins, do álbum Clássicos da Terra Gaúcha (cd duplo).

2003
Versão completa
Letra

Décima do Potro Baio

Eu sai pela fronteira Ver negócios de importância E pra ver se me ajustava De capataz de estância Cheguei lá e me ajustei Onde havia uma potrada Onde havia um bagual baio Respeitando da peonada Baio da venta rasgada Carunchado nos "currilho" Foi o que mais me agradou Pra sentar o meu lombilho Pra "encilhá" o venta rasgada Custou uma barbaridade Baixou a cabeça na estância Foi levantar na cidade Da estância para ciade Regulava légua e meia Onde o baio se acalmou Foi na venda do "Gouvêa" Eu apeei lá no "Gouvêa" pra tomar uns trago de vinho Depois belisquei o baio Desde a marca inté o fucinho E este baio corcoveava Mesmo que boi tafoneiro Pois já estava acostumado A corcovear o dia inteiro Bombeei pra o oitão dum rancho Vi uma prenda me espiando E baio não via nada Continuava corcoveando Menina, minha menina Me agarra se não eu caio Que eu já venho sufocado Com uma espora sem roseta E outra sem papagaio Se as duas tivessem boas Que seria deste baio Quase arrebentei um pulso E as duas canas do braço Deixei o baio bordado De tanto espora e mangaço Um dia deixei a estância E fui cumprir minha sina Mas o baio ficou manso Inté pra um selim de china.