Música e letra

Gaudério e Meio

Por Mano Lima, do álbum Alma de Tropeiro.

1998
Versão completa
Letra

Gaudério e Meio

Barbudo e cabeludo, esse é meu jeito de anda Pelego com garra e tudo, com cascarra e sem lava. Que quero andar enfeitado, se as china me querem assim E eu sou tipo largado, e não sou, gafanhoto de jardim. Um lote de égua por diante, eu vivo nos corredor Na cintura levo um coltro, e um formiga cortador. Na cabeça um manguera, com a aba maior que um tacho Nos garrão as nazarena, e um pala, um pala envolta do braço. Encilho o pingo delgado, melhor que as armas do império É o rio grande estampado, na alma deste gaudério. Peleando arrisco a minha vida, que levo o cavalo guapo Se o mundo me cai por cima, correndo, correndo da morte escapo. "cavalo gordo e delgado, de casco bem aparado. Assim são os pingos que eu encilho. Bem destopetiado, ou então um toso caprichado ponta de lança ou currupilho. A cola aparada, um poquito a baixo do nervo do garrão. Pronto pro estouro de uma tropa, ou até mesmo pra uma revolução. Nenhum mais andar de china, todos campeiam a volta pra monta. E eu costumo adelgaça, inté que apareça a costela minga." Encilho o pingo delgado, melhor que as armas do império É o rio grande estampado, na alma deste gaudério. Peleando arrisco a minha vida, que levo o cavalo guapo Se o mundo me cai por cima, correndo, correndo da morte escapo.