Música e letra

Campo e Fé / Lá na Fronteira

Por Cesar Oliveira e Rogério Melo, do álbum Pátria Pampa (ao vivo).

2006
Versão completa
Letra

Campo e Fé / Lá na Fronteira

É coisa braba quando um murco se embodoca Mete as patas na “cangaia” e esconde a cara abrindo toca Parece que o chão se muda vai pra hiba do chapéu e agente tem a impressão de andar pisando no céu Me vou na boca de um “maula” campeio e não acho a doma Um tigre fugio da aula e se foi batendo carona Resta então um reio brabo o dente afiado da espora Uma mancha de campo limpo e a fé em nossa senhora É coisa braba quando um touro se renega Vira a cabeça pra grota e sai esmagando macega Troveja o céu do rio grande treme o chão num atropelo E a pátria pampa ferve no sangue quando arrepia o cabelo É ai que um doze braças se desata sem receio E que se conhece a raça de um vivente dos arreios Cruza o rasto... Cruza o rasto e empurra o tento No templo do campo a fora peço a benção pra esta armada pra deus e nossa senhora Nossa senhora nossa santa aparecida Proteja o pago gaúcho nestes “corcóvios” da vida Eu te carrego na copa deste sombreiro pois nada é mais poderoso que a fé de um índio campeiro. / Lá donde o campo enfrena o dia, abrindo o peito No velho jeito de tirar zebú da grota Se ata a espora pra um torão de fundamento Passando um tento, embaixo do taco da bota Lá donde o touro mais veiaco tem costeio E um par de arreio é ferramenta de valor A vaca xucra esconde a cria na macega E cavalhada não nega, que por lá hay domador A vaca xucra esconde a cria na macega E cavalhada não nega, que por lá hay domador Lá donde as penas se transformam em melodias Na campeira sinfonia de coscorra e nazarenas Almas antigas rondam galpões nas estâncias Pois são grandes as distâncias e as saudades tão pequenas Lá donde ainda ecoa forte um venha, venha Chamando a tropa, no reponte das auroras A bagualada segue atrás da égua madrinha na velha estrada da linha, serpenteando tempo afora A bagualada segue atrás da égua madrinha na velha estrada da linha, serpenteando tempo afora Lá na fronteira, os tajãs por contingêngia Contrabandeiam querência, ora pra um lado ora pra outro Se ganha a vida a casco e braço nos varzedos Se aprende cedo a ensiná a lida pra um potro Lá na fronteira, na amplidão das invernadas se termina a campereada, quando o sol apaga as brasas Então se volta, a trotezito, assoviando Pra matear junto da china num jardim defronte as casa Então se volta, a trotezito, assoviando Pra matear junto da china num jardim defronte as casa