Música e letra

De Rodeio em Rodeio / Cambichos

Por João Luiz Corrêa, do álbum Campeirismo 4.

2003
Versão completa
Letra

De Rodeio em Rodeio / Cambichos

DE RODEIO EM RODEIO Quando um matungo “veiaco” Arrasta o toso comigo Ali no mais eu me obrigo Campear a sorte na espora Cavalo é sempre um perigo Na gineteada ou na doma Deixo que a espora lhe coma Que assim minha sorte melhora Depois que eu saltar no lombo Só quandi que quero eu apeio Minha fama anda a cavalo E vai de rodeio em rodeio As botas garrão de potro E um sombrerito tapeado Um tirador retalhado De coices e manotaços Vão desenhando na estampa As cicatrizes da lida E o meu seguro de vida É um par de esporas de aço CAMBICHOS Quando escaramuça no meu peito uma saudade Agarro as garras pra encilhar meu estradeiro E enquanto a tarde já se apaga pelos cerros Minh’alma acende suas paixões e seus segredos Depois a noite trás a lua leve e calma Estes banhados erguem vozes e cochichos Eu abro as asas onduladas do meu pala Porque me bate a sede louca dos cambichos Tiranas lindas que me arrastam pra um surungo Num fim de mundo onde geme uma cordeona Onde se embala minha alma de campeiro Pelos luzeiros das miradas querendonas Gringas mestiças e morenas cor de aurora Negras e claras se confundem na fumaça Meu coração é um barco errante nessas horas Passando a noite sem saber que a noite passa Mas quando o sol braseia as barras do horizontes Só restam rumos e recuerdos pra seguir Porém mais vale pra um gaudério esta saudade Do que não ter saudade alguma pra sentir