Música e letra

Romaria dos Pirilampos

Por Cesar Oliveira e Rogério Melo, do álbum Na Boca da Noite.

2000
Versão completa
Letra

Romaria dos Pirilampos

Sempre que morre um campeiro uma flor brota do chão Do fundo da escuridão, surge uma luz fogoneira É um gaúcho que renasce no facho de um pirilampo Coloreando o breu dos campos com sua aura campeira Coloreando o breu dos campos com sua aura campeira Quando a tarde ferra o sono no colo das sesmarias Eles saem em romaria recorrendo as invernadas Velando a paz das ovelhas e serpenteando entre o gado Vão imitando o bailado dos aguapés, nas aguadas (nem a lua sai do quarto quando acendem-se os candieiros Dos gaudérios pirilampos Pra que as almas dos campeiros, sarandeiem pelos campos) bis Quem pensa que a vida acaba se engana no pensamento Pois a morte é um nascimento de uma nova existência E os que jazem campereando, entregam o corpo pra o campo E a alma à um pirilampo, pra iluminar a querência E a alma à um pirilampo, pra iluminar a querência Quem nasce pra ser gaúcho e cavalgar pelo pampa Jamais se prende a uma campa nem se acostuma no chão E após o pealo divino retornará, com certeza A sarandear, de alma acesa, pelos confins do rincão Pra que as almas dos campeiros, sarandeiem pelos campos