Música e letra

Não Te Assusta, Meu Compadre!

Por Valdomiro Maicá, do álbum Verdades.

2010
Versão completa
Letra

Não Te Assusta, Meu Compadre!

(Letra: Salvador Lamberty | Música: Valdomiro Maicá) Não te assusta, meu compadre Clarimundo Que o poço é bem mais profundo, mas não deixa te afogar Nosso conceito há tempo se foi à breca Qualquer cachorro guaipeca chega para te incomodar A faculdade do desvio e roubalheira Assola a nação inteira e o nosso povo sofrendo Onde a justiça por voto faz injustiça Nossas leis viram carniça e a corvaiada comendo Mas não te assusta, meu compadre Clarimundo Mete o cavalo e jamais desacorçoa Se te parece que chegou o fim do mundo Neste Brasil ainda resta gente boa Passado o pleito que o sujeito foi eleito Quase sempre acha um jeito muito bom de governar É inteligente, já baixa um decreto urgente Nomeando muitos parentes, todos eles vão ganhar Corre a notícia que a milícia faz perícia Vira um caso de polícia, tanta coisa irregular Mas o ligeiro, protegido por parceiros Arquiva o processo inteiro, não tem pra quem se queixar Mas não te assusta, meu compadre Clarimundo... Compadre velho, cada vez tem mais imposto E o suor de nosso rosto não cotiza os senadores Só um senador desta pátria brasileira Usa quatorze copeiras mais um lote de assessores As altas cifras nos paraísos fiscais Denunciam que jamais houve tanta impunidade Tanto laranja, tanta moeda na sacola Lá do céu, até o Brizola renega a legalidade Mas não te assusta, meu compadre Clarimundo...