Música e letra

Fulanos e Sicranos

Por Luiz Marenco, do álbum De Bota e Bombacha.

2001
Versão completa
Letra

Fulanos e Sicranos

Pensei que fosse um galope, um sonho de a trote Acariciando detoda Esta milonga sem rima que enrrodilha nas clinas Rejeita tudo que dobra Podia ser de a cavalo este entono de galo este manejo De freio Esse olhar de posseiro amadrinhado dos tentos Estima o suor que lhe sobra Pensei que fossemos cúmplices, múltiplos meigos mansos, Soltos vagos Cabeça de gado potro e rodeio na leva dos arremates Pensei que fossemos caça, várzea,rio cheio campo Quebranto Blanco, chimango peão e chibeiro,no aparte do buenas Tardes (ai milonga,milonga buena Ai milonga,milonga buena) Podia haver mais um catre, uma rodada de mate uma Noitada, um afeto Um bem-me-quer descoberto uma qualquer novidade alheia A nossa vontade Podia haver mais que terra,pouca miséria junta Carreta Soga ,soiteira canga e arado,benfeitoria e machado Pensei que fôssemos fruto, suco, bagasso, lenha coivara Verde queimada na alhenação das porteiras no mata-burro A estrada Pensei que fôssemos bando, nômades músicos mouros e Manos Fulanos,sicranos sábios paisanos no despertar das Manadas (ai milonga,milonga buena Ai milonga, milonga buena) Talvez me faça costado outra milonga ou gateado outra Figueira,outra sombra Outra paixão delongas,outra carícia antiga, mimosa Como a saudade Talvez nem seja preciso, usar o mesmo alarido do Quero-quero teatino Do boitatá de mangueira prá afugentar as ovelhas, Arrebanhadas pro gasto Preciso acostumar meu dom a aperfeiçoar a voz Fortalecer o rebanho Ah que tolice a minha fazendo a minha vidinha, Ensimesmado de abraços Preciso amamentar a fome toda dos guachos Regar a sede dos pastos Dar pérola aos porcos, fazer tudo o que eu gosto Prá dar porfia ao passo (ai milonga, milonga buena Ai milonga, milonga buena) Prá dar porfia ao passo