Música e letra

Milonga do Campo Largo

Por Luiz Marenco, do álbum Quando o Verso Vem Pras Casa.

1999
Versão completa
Letra

Milonga do Campo Largo

Lua crescente de outubro, um mate depois do outro Silêncio por quase nada quando a saudade me vem Recosto cuia e cambona e a alma lembra da dona Que o coração sabe bem Faz tempo que aquerencio minha alma sobre estes bastos E cada flor colorada me lembra um pouco da linda Que me espera com sorrisos pois sabe de que preciso Num mate com boas vindas Sou desses que o campo largo escolheu por ser assim Ter querência num cavalo e pátria feito um regalo Nestes fundões de onde vim onde a distância e a lida Não separam ela de mim Minhas mãos campeiam notas nas rédeas do meu gateado Buscando o último achego antes do adeus na cancela E imagino um domingo desencilhando o meu pingo No portal do rancho dela Lua crescente de outubro aos olhos de quem cuidar- Cada um sabe seu jeito de gostar de que se tem- Viro o mate, aquento a água e a lembrança esconde a mágoa Que o coração sabe bem.