Música e letra

Estâncias da Fronteira

Por Luiz Marenco, do álbum Estâncias da Fronteira.

1999
Versão completa
Letra

Estâncias da Fronteira

Guardiãs de pátria, memorial dos ancestrais Onde trevais nascem junto ao pasto verde Sangas correndo, açudes e mananciais Pra o ano inteiro o gadario matar a sede Grotas canhadas e o poncho do macegal Para o rebanho se abrigar nas invernias Varzedo grande pra o retoço da potrada Mostrar o viço e o valor das sesmarias Sombras fechadas de imponentes paraísos Onde resojam pingos de lombo lavado Que após a lida até parecem esculturas Molhando a frente do galpão, templo sagrado Pras madrugadas, mate gordo bem cevado Canto de galo que acordou pedindo vasa Cheiro de flores, açucena, maçanilha E um costilhar de novilha pingando graxa nas brasas Pra os queixos crus, os bocais dos domadores Freios de mola pra escaramuçar bem domados E pra os turunos ressabiados de porteira O doze braças, mangueirão dos descampados Pra os chuvisqueiros galopeados de minuano Um campomar castelhano e o aba larga desabado Pra o sol a pino dos mormaços de janeiro Um palita avestruzeiro e o bilontra bem tapeado Pras nazarenas, garrão forte e égua aporreada Pras paleteadas o cepilhado de coxilha Pra o progresso do rio grande estas estâncias Mescla palácio com mangrulho farroupilha