Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Pialo Do Boi Brazino

Crioulo dos Pampas · Mais Ou Menos Desse Jeito

Capa de Mais Ou Menos Desse Jeito
Crioulo dos Pampas

Pialo Do Boi Brazino

Mais Ou Menos Desse Jeito · 1981
Toda vez que encilho o pingo e aos ventos prendo o meu laço, Sinto no peito um ascasso ao me lembrar de onde venho, Oigaletê que tombo feio eu dei naquele brasino, Cumpriu-se assim o destino certa manhã de rodeio. Na estância tinha um turuno, brasino chucro e matreiro, E não havia tropeiro que o levasse ao matadouro, Tinha imponência de touro este filho da querência, Mas eu botava tenência pensando naquele couro. Já se fechava o rodeio, e foi justamente quando, Eu até ia pensando no meu incerto destino, Neste momento o Brasino bufou, saiu campo afora, Eu disse "vai ser agora que tu me pagas teatino". Fui palmeando o meu laço e atirei-lhe sobre o lombo, Nem quis escutar o tombo quando meu laço estirou, "Por certo que se quebrou", disse ao vê-lo batalhando, Era o Rio Grande ensinando os contos do meu avô. Do seu couro eu fiz um laço trançado a gosto e preceito, Por Deus que carrego o jeito daquele guapo teatino, Eu também tenho um destino, mas dele não me receio, Embora seja mais feio que o pialo do boi Brasino.
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