Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Ôco do Chão

Júlio Saldanha · Cantigas de Amor e Rio

Capa de Cantigas de Amor e Rio
Júlio Saldanha

Ôco do Chão

Cantigas de Amor e Rio
Quando um touro aponta a guampa num pelado de rodeio Quando abro minha garganta, raiz da pátria semeio Levanto igual leiva bruta quando o arado galopeia É a força da terra xucra que no meu peito pateia. Meu canto é tiro de bala que atou meu próprio cavalo Me deixando enraizado na querência onde nasci É mascote de sinuelo que vai batendo sincero E não deixa a pátria dormir É olho de boi que pula que vem do oco do chão Vertente de água pura no manancial da canção Quando me encontro vagando no lombo de uma vaneira Parece que vou rolando mo transformando em cachoeira.
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