Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Retruco da Marculina

Xiru Missioneiro · Um Taura da Moda Véia

Capa de Um Taura da Moda Véia
Xiru Missioneiro

Retruco da Marculina

Um Taura da Moda Véia · 1999
(Agora eu vou contá meu romance c´oa marculina, Essa neguinha que tem me judiado e me feito sofre, por demais) A minha marculina só me enchia o saco Gritava buraco e eu fiquei azedo Me fui pro praiedo me raparo os troco Mas bebi que nem loco com tudo o chinedo Borracho e sem dinheiro pra casa de vorta Meti o pé na porta e me esbarrei c´oa china Entrei trupicando de ganhá pitoco E já levei um soco da minha marculina (Não me judia...eu não to bebendo só mais ou menos Eu quero durmi, minha nega agora, me leva pra cama Me alcança o garrafão de canha que eu quero bebe Mas um poco, eu quero bebe) Parou e ficou falando num tom de piedade: - que barbaridade! quê que deu no meu macho De chegar borracho pos eu me parpita Que tu tava nas tipa e bebeu que nem guaxo Borracho e chateado e a nega falando As veis quase chorando me olhava e pruguntava: - Me conta onde tu tava, meu amor que eu não me zango E onde tu botou o mango a cousa que eu mas gostava (- por que tu quer mango, pra me surrar de novo outra veis? E tu só presta pra me incomodá, minha nega Tu me promete que vai embora e é por isso que eu bebo E eu vou bebe mais, agora eu quero vumitá Ajuda vumitá, podre) Abriu a frente da saia inté o primeiro botão Nem sei perque razão trotiava daqui prali Rebolava igual quati lá pra dentro da cozinha As veis mostrava as rendinha as peças de langeri Amarrou os pano bem em riba da cintura Me amostrando as brancura daquelas pernas mimada Seu surriso dizia: vem amor que hoje tu ganha E eu ali crespo de canha não podia fazer nada ( ai me dexa nega sai pra lá quê que eu quero com perna Quê que eu quero te vê pelada, eu quero...eu quero quero vumitá Infia os dedo na minha goela, ô nega enjoada Caí da cama nega) Depos me pediu licença e se entocou pra os quarto Calçou o salto alto e o ray ban de sol Botou um bebedol dos bem indecente Daqueles transparente e me fez rebol Se sentou na minha frente me amostrando as lanterna Trocava de perna, minha nega marvada Amostrava pra o quarto ali quaje nua Dizendo esta que é tua e não te cobra nada (outro dia ela me proguntou que era aquilo ontem, fez até xixi na cama -mas o que que é isso minha nega? tá brincando comigo? Comigo não aconteceu nada, tô bem bão hoje)
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