Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Tropeiros

Clóvis Mendes · Meu Pago

Capa de Meu Pago
Clóvis Mendes

Tropeiros

Meu Pago · 2007
(Nilo Bairros de Brum/Léo Almeida) O romantismo rendeu versos ao gaudério e a história decantou um bandeirante. Mas foram eles, os birivas, que fizeram a integração destes povoados tão distantes. João Miguel era tropeiro, gastou a vida na estrada Levando mulada xucra do Rio Grande a Sorocaba Aprendeu nas arribadas que a sorte a gente quem faz Um biriva de vergonha não deixa mulas pra trás O facão sorocabano levado sem aparato O chapéu de abas largas, as botas de cano alto O trajar era modesto, mas a mirada era altiva Subindo ou descendo a serra, João Miguel era biriva Bota n'água essa madrinha, madrinheiro Que a tropa vai seguindo, enfileirada Vou na balsa segurando o meu cargueiro Com as bruacas de paçocas, bem socada Maria murchou na lida de casa em cabo de enxada Com um olho nas crianças, o outro fitando a estrada João Miguel virou lembrança na cruz à beira da trilha E Maria foi plantada lá no alto da coxilha João Miguel era tropeiro, seus netos tropeiros são De esperanças mal domadas que, desgarrando, se vão A esperança madrinha segue na frente, entonada E seus cargueiros de sonhos traz a bruaca lotada Bota n'água essa madrinha, madrinheiro...
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