Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Cancioneiro das Coxilhas

Fogo de Chão · Volume 02

Capa de Volume 02
Fogo de Chão

Cancioneiro das Coxilhas

Volume 02 · 1995
Quando eu saio a cavalo, Montado no meu baio, Cortando as coxilhas, Eu não acho atrapalho, Com a gaita na garupa, Pois eu a sempre tenho, Vou dizendo que saio, Só não sei é quando venho. Atravesso as canhadas, Só na marcha troteada, E numa boa sombra, Eu faço a sesteada, Eu abro a minha gaita, E dou uma tocada, De coxilha em coxilha, Só se ouve a toada. E quando é de tardinha, Que o sol já vai entrando, Na casa de um fazendeiro, Eu vou me aproximando, Com licença moçada, De longe eu vou gritando, É o cancioneiro das coxilhas, Que aqui ai vais chegando. E quando os galos cantam, No romper da madrugada, Lidando na mangueira, Junto com a peonada, Tomando um bom amargo, No baio eu jogo a encilha, E alegre se despede, O cancioneiro das coxilhas.
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