Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Minhas Milongas

Floreio Nativo · Investida

Capa de Investida
Floreio Nativo

Minhas Milongas

Investida · 2010
(Letra: Eduardo Corrêa | Música: Arthur Boscato) Milonga andante de pousada incerta Parceira inquieta de canha e luar Incita aos olhos o afã de andejar Nesse improviso tão rude de rimas Milonga, aroma de pasto e flexilha Jujo de mate e berro de boi Eterno recuerdo de quem já se foi Na simples beleza de uma maçanilha Milonga doce de sorriso franco Branco semblante de sonho e estância Essência bugra de campo e distância Luz de candeeiro que ronda meu rancho Milonga, vento que espalha os encantos Que floresceram nessa primavera Como capricho de um Deus poeta Que usa a pampa pra espelhar seu canto Musa campeira de negros cabelos Indiferente ao meu pobre sonhar Lume de estância aos meus olhos andejos Onde o lirismo senta pra matear Na miscelânea de marcas e pelos Garras, culatras, caras e sinuelos Acho a milonga que quero cantar Milonga xucra de alma redomona Quando encilhada, bufa e esconde a cara Se acomoda quando cerro a armada Pelos seis tentos de um sovéu de pinho Milonga guia rumos e caminhos De navegar no meu peito coxilha Galpão quinchado, fogo e corunilha Onde, em segredo, encerro os meus carinhos Milonga linda de cantar baixinho Em serenata pra uma flor xirua De versos claros como a luz da lua Bordoneando os fios do teu cabelo Milonga mansa com sons de cincerro Cerne crioulo de poesia e calma Sai das vertentes vicinais da alma Pra te encontrar e me entregar inteiro Musa campeira de negros cabelos...
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