Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Co'as Encilha Remendada

Floreio Nativo · Investida

Capa de Investida
Floreio Nativo

Co'as Encilha Remendada

Investida · 2010
(Letra: Lucas Mostardeiro | Música: Arthur Boscato/Juliano Moreno) Tardezita, céu de abril No rincão da corunilha Repontava a tropa mansa Entre os juncais e flexilhas No mouro firme as rédeas Os tento' bem atramado' Vinha o negro a trotezito Por pachola e bem montado Mas lhe digo, a maula suerte Que se toca assim, por conta Os preparo' bem firmado' Rebentaram numa ponta Nunca vi coisa mais feia Os tento' que se frouxaram Já de pronto para um pealo É que as rédeas se aprumaram Mas o negro que é campeiro De confiança nesta lida Ligeirito pra um remendo Encurtou a rédea comprida Tento a tento, despegado Já foi logo encordoando E só com uma mão na rédea O mouro ia comandando Já seguindo, foi a trote Nos tento bem apertado Relembrando um velho causo Que um dia tinha escutado Se vinha bem aprumado Pra chegar junto à mangueira Com um pala sobre o ombro Abanando uma bandeira Parecendo até por farra Desfazendo a confiança Perfilada a tropa junto Se achegando já na estância Na mão campeira do negro Uma cena emoldurada Vinha assim, se debochando Co'as encilha remendada Mas o negro que é campeiro... Tardezita, céu de abril No rincão da corunilha
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