Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Nem Mãe Nem Pátria

Miro Saldanha · Varais de Esperanças

Capa de Varais de Esperanças
Miro Saldanha

Nem Mãe Nem Pátria

Varais de Esperanças · 2017
(Miro Saldanha) Eu vim pra quebrar a taça e pisar os cacos. É hoje, no taco-a-taco, que eu abro o saco e o motivo. Eu não quero desistir de ser brasileiro, Do meu Sul guerreiro, nativo. Mas vivo me defendendo, meio acuado. E a pátria, do meu costado, bandeou pro lado inimigo. Parece que só o que conta é pagar a conta De quem não conta comigo. REFRÃO É fácil brincar de mãe, sem sofrer o parto; Se o leite, brota do farto seio da urna. O duro é velar o sono onde a morte sonda, Em sua ronda noturna. É fácil chamar de mãe quem oferta o peito Que amamenta alguns eleitos, longe das vilas; O duro é chamar de pátria quem não socorre Quem morre nas filas. A Pátria que eu tanto amo me vira o rosto. Eu luto contra o desgosto, a cada imposto que dobra. A indústria da vida fácil dorme comigo E o que eu consigo, me cobra. Metade dos que eu sustento nem é parente! Folgado que não tá doente, tá bem dos dentes que eu sei. O prêmio de quem trabalha é bancar o bobo Do roubo e da lei.
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