Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Quando Abraço Uma Guitarra

Pátria Sulina · Campanha

Capa de Campanha
Pátria Sulina

Quando Abraço Uma Guitarra

Campanha · 2008
(Letra: Xirú Antunes | Música: Reginaldo Färber) Sempre abraço uma guitarra É jeito de fazer prece Idioma que procede De alguma vida passada Prosa índia que me agarra Calor em noite de frio Presságio de vento e rio Junto à alma das vidalas Quando me junto aos meus Comunhão da própria raça Há uma corrente que passa Pelo dialeto das mãos Parte de trigo e pão Que alimenta velhas almas E uma sombra copada Num mormaço de verão Então eu sangro silêncios Na imensidão dos acordes Alma branca, verso nobre Parador de uma inconstância Beijo com gosto à pitanga Aroma de jasmineiro Flor do campo que brotou Num pajonal em segredos Sublime e eterna paisagem Em tardes de ressolanas Mel que escorre da pampa Adocicando amargos Princípio que tem raízes Folhas, frutos e galhos Memorial dos meus olhares Quando abraço uma guitarra
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