Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

A Morte do Pai do Badanha

Crioulo dos Pampas · Cidadão a Cores

Capa de Cidadão a Cores
Crioulo dos Pampas

A Morte do Pai do Badanha

Cidadão a Cores
Neste momento precioso Vou contas uma façanha De um baile que eu assisti Lá no combo da campanha Um lugar desconhecido No meio de gente estranha Chegou um sujeito mau Com a cuia cheia de canha Destes valentes pachola Deu um tiro de pistola E matou o pai do Badanha. Foi um bochincho dos diabos Mas valente não se acanha Já saltou dando bordoada No compadre Mascaranha Veio uma gorda correndo Num berreiro, coisa estranha Tropeçou no falecido Caiu por cima da banha Nunca vi morto falar Mas teve que até gritar Pobre do pai do Badanha. Uma velhinha surrapa Atacava igual piranha Pegava a pobre das moças Mordia só na picanha Mas outra velhaca astuta Usou de sua artimanha Gritando: aguenta o laço, velha boa não faz mãnha E pra encurtar o assunto Tinha mais de dez defunto Contando o pai do Badanha. Jamais na vida eu esqueço Aquela triste façanha Tenho medo e não assisto Mais surungo de campanha Nem tampouco mais me meto No meio de gente estranha E pra aqueles que morreram Acendo vela e dou canha Penso e fico arrepiado E nos dias de finado Eu rezo pro pai do Badanha. "Quem quiser se queixar, que se queixe pra mãe do Badanha"
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