Letra de Dueto das Invernias - Cesar Oliveira e Rogério Melo
Disco A
01
Sob as Mangas do Aguaceiro
02
Quando Canto Uma Milonga
03
Alma Campeira
04
Dueto das Invernias
05
Do Pavão ao Canta Galo
06
Com a Alma nos Dedos
07
Cheirando a Graxa da Oreia
08
Cavalos de Minha Encilha
09
Aos Olhos da Gente
10
Partilha
11
Milonga Abaixo de Mau Tempo
12
Romanceiro de Estrada e Posto
13
Sonhos e Mágoas
Dueto das Invernias
O inverno chegou guasqueando
Rebencaços de minuano
Sapecando o couro paisano
E o tapete das sesmarias
Veio arrepiar o pêlo
Do "egüêdo" no socado
Assoviando no aramado
O dueto das invernias
Esta aragem sulina
Que se agranda a "encaranga"
Esbarra num bichará
E no meu cabungo tapeado
Faz talarear compassado
As rosetas das "espuelas"
Rebojando a "pontesuela"
Na franja do meu gateado
Um velo branco descamba
Pelo lombo das canhadas
Com apojos de alvoradas
Desaguachada em sereno
Num trotezito tranqueado
O vento tosta a macega
Calando a geada sem trégua
No repechar do terreno
Com meia braça de sol
A tarde bolca mermando
E a noite se arranchando
Sombreia várzea e coxilha
O sopro que vêm dos "andes"
Vara a quincha do galpão
Mas se trompa com os tição
Fogoneando coronilhas
Então encosto o porongo
Ao pé da guacha cambona
Sobre as abas da carona
Dou de mão na botoneira
No templo de picumãs
Aqueço sonhos e segredos
Desentanguindo meus dedos
No braseiro das ilheiras
É assim que um fronteiro
"aquebranta" as invernias
"aclimatando" as sinfonias
De rangir "paysandu" em potros
Há uma pai-de-fogo que guarda
A alma bugra no templo
Ou vem por diante dos tentos
Num rancho marca piloto
Rebencaços de minuano
Sapecando o couro paisano
E o tapete das sesmarias
Veio arrepiar o pêlo
Do "egüêdo" no socado
Assoviando no aramado
O dueto das invernias
Esta aragem sulina
Que se agranda a "encaranga"
Esbarra num bichará
E no meu cabungo tapeado
Faz talarear compassado
As rosetas das "espuelas"
Rebojando a "pontesuela"
Na franja do meu gateado
Um velo branco descamba
Pelo lombo das canhadas
Com apojos de alvoradas
Desaguachada em sereno
Num trotezito tranqueado
O vento tosta a macega
Calando a geada sem trégua
No repechar do terreno
Com meia braça de sol
A tarde bolca mermando
E a noite se arranchando
Sombreia várzea e coxilha
O sopro que vêm dos "andes"
Vara a quincha do galpão
Mas se trompa com os tição
Fogoneando coronilhas
Então encosto o porongo
Ao pé da guacha cambona
Sobre as abas da carona
Dou de mão na botoneira
No templo de picumãs
Aqueço sonhos e segredos
Desentanguindo meus dedos
No braseiro das ilheiras
É assim que um fronteiro
"aquebranta" as invernias
"aclimatando" as sinfonias
De rangir "paysandu" em potros
Há uma pai-de-fogo que guarda
A alma bugra no templo
Ou vem por diante dos tentos
Num rancho marca piloto