Letra de Aos Olhos da Gente - Cesar Oliveira e Rogério Melo
Disco A
01
Sob as Mangas do Aguaceiro
02
Quando Canto Uma Milonga
03
Alma Campeira
04
Dueto das Invernias
05
Do Pavão ao Canta Galo
06
Com a Alma nos Dedos
07
Cheirando a Graxa da Oreia
08
Cavalos de Minha Encilha
09
Aos Olhos da Gente
10
Partilha
11
Milonga Abaixo de Mau Tempo
12
Romanceiro de Estrada e Posto
13
Sonhos e Mágoas
Aos Olhos da Gente
O rumo que dei aos olhos se ergueu no lombo do cerro
E a moldura do meu pago se ajeitou no horizonte
Com paixões de tres ontonte voltei beber na querência.
Porque a sede das ausências não se mata em outras fontes
O canto da siriema contraponteava o silêncio,
E as patas do meu confiança pisavam plumas no chão
Do freio a velha canção duetava com as esporas,
Estrelas frias de auroras que o céu montou num clarão
Ao sul as garças voltavam pra querencia do açude,
De sobrelombo nas nuvens que pastavam na campina,
Qual uma tropa teatina que se soltou do infinito
E esse rodeio bonito povou de alma e retina
Uma casinha modesta me cuidava lá de baixo,
Esperançando um aceno pra silhueta na janela
Talvez alguma donzela com paixões a florescer
Buscando ao entardecer um sonho além da cancela
O sol que aquece os andantes gastava as ultimas brasas,
Mesclando sombra e clarão nas dobras das invernadas,
Nesta hora abençoada que traz grilos pras taperas
E a lua china gaudéria pra cirandar nas aguadas
Quanta coisa nos revela uma paisagem de estrada
Se o coração sabe ver e a alma sabe escutar,
Qualquer lugar é lugar para as mãos da natureza
Derramarem sua beleza e nos prender pelo olhar
E a moldura do meu pago se ajeitou no horizonte
Com paixões de tres ontonte voltei beber na querência.
Porque a sede das ausências não se mata em outras fontes
O canto da siriema contraponteava o silêncio,
E as patas do meu confiança pisavam plumas no chão
Do freio a velha canção duetava com as esporas,
Estrelas frias de auroras que o céu montou num clarão
Ao sul as garças voltavam pra querencia do açude,
De sobrelombo nas nuvens que pastavam na campina,
Qual uma tropa teatina que se soltou do infinito
E esse rodeio bonito povou de alma e retina
Uma casinha modesta me cuidava lá de baixo,
Esperançando um aceno pra silhueta na janela
Talvez alguma donzela com paixões a florescer
Buscando ao entardecer um sonho além da cancela
O sol que aquece os andantes gastava as ultimas brasas,
Mesclando sombra e clarão nas dobras das invernadas,
Nesta hora abençoada que traz grilos pras taperas
E a lua china gaudéria pra cirandar nas aguadas
Quanta coisa nos revela uma paisagem de estrada
Se o coração sabe ver e a alma sabe escutar,
Qualquer lugar é lugar para as mãos da natureza
Derramarem sua beleza e nos prender pelo olhar